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Resumen
O presente estudo focaliza o ensino da língua espanhola em
uma região bilíngue do Centro Sul do Estado do Paraná.
A pesquisa foi realizada com aprendizes do Ensino Médio,
residentes em uma região colonizada, basicamente, por poloneses
e ucranianos que, muitas vezes, são falantes destas línguas.
Objetivou-se pesquisar se há influência destas línguas
no aprendizado de espanhol e se variantes contextuais, tais como
o uso das línguas étnicas, influenciariam neste processo.
No estudo proposto verificou-se que o português, em detrimento
das línguas étnicas, é a língua a que
os aprendizes recorrem ao estudar língua espanhola, dada
a proximidade linguística entre ambas. No entanto, ficou
evidente que nem o critério puramente linguístico,
nem o critério instrucional dão explicações
precisas para as transferências e para as formas como elas
ocorrem. Ajudam a entender o processo de aprendizagem, mas não
justificam fracassos, desistências e o medo de aprender línguas.
Diante disto, acredita-se que a aprendizagem se dará por
um engajamento subjetivo do individuo à língua que
aprende, tendo em vista a sua validade no contexto social. Desta
afirmação decorrem duas implicações
pedagógicas para o ensino de línguas: i) formação
de professores calcada numa prática direcionada à
multilingualidade; e ii) criação de políticas
linguísticas, currícula escolares e de materiais didáticos
que contemplem o entorno linguístico, social e cultural dessas
comunidades.
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