RESUMO
No presente artigo, tratamos das contribuições e limites das Diretrizes
Curriculares Nacionais para a EJA, no Brasil, abordamos a elaboração
da concepção de educação permanente fazendo a distinção
com a proposta de educação ao longo da vida e como essa se encontra
presente nas diretrizes e contribui para um novo sentido da EJA. Abordamos as
propostas curriculares oferecidas pelas diretrizes tendo como pano de fundo as
necessidades específicas e qualitativas dos sujeitos que compõem
a EJA. Trata-se, portanto de um recorte documental, a partir das funções
da EJA, para conhecer em que medida a dinâmica social foi contemplada no
documento que rege as ações curriculares dos professores da EJA
e, conseqüentemente, a vida escolar dos estudantes. Por último, apresentamos
uma experiência com educação permanente,
a Universidade da Maturidade, voltada para adultos e idosos realizada
na cidade de Palmas – Tocantins, pela Universidade Federal do Tocantins. As Diretrizes
Curriculares Nacionais (DCNs) representam um marco para a Educação
de Jovens e Adultos, modalidade que não possuía, além dos
artigos contemplados nas Lei de Diretrizes e Base, nenhuma referência curricular
específica, ou seja, voltada para a EJA no aspecto político ou
pedagógico. Além disso, Soares (2002) destaca que em conseqüência
do período em que foram elaboradas, parece ter-se ignorado as diversas
experiências existentes no Brasil no período anterior ao golpe de
1964, como os Centros Populares de Cultura, o Movimento de Cultura Popular, da
Prefeitura de Recife, a Campanha de Pé no Chão também se
Aprende a Ler, da Prefeitura de Natal, o MEB (Movimento de Educação
de Base), promovido pela Igreja Católica, movimentos esses nas regiões
Norte e Nordeste, alem da experiência de Alfabetização
de Adultos empenhada por Paulo Freire, em Recife, Pernambuco e
Angicos, no Rio Grande do Norte. |