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RESUMO
Este artigo tem como objetivo apresentar uma reflexão crítica
sobre o trabalho educacional realizado com autistas a partir das
abordagens behaviorista e histórico-cultural. O trabalho
educacional com autistas teve seu início fundamentado na
abordagem comportamental com o objetivo do treino de habilidades
para a redução de comportamentos excessivos e ampliação
da atenção, baseado em fatores biológicos condicionados
aos sintomas próprios da síndrome. Esta abordagem
muito influenciou nos processos de diagnóstico, tratamento
e educação, tendo o autista como um sujeito passivo.
No entanto, encontramos na abordagem histórico-cultural uma
concepção em que este indivíduo, mesmo sendo
autista, é sujeito, portanto, um ser social que se constrói
nas relações sociais, culturais e históricas.
Nesta mesma perspectiva, a linguagem é a responsável
pelo processo de transformação de funções
psicológicas interpessoais e intramentais que constituem
o pensamento, a consciência e outras funções
psíquicas superiores, próprias da espécie humana.
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