Resumo
O desenvolvimento tecnológico tem feito emergir novas formas
de comunicação que se traduziram na criação
de novas necessidades relativamente às capacidades de usar
a linguagem; a complexificação da sociedade implica
maiores exigências sobre os cidadãos e a consequente
elevação dos critérios de literacia. Confirmando
a tendência pessimista dos níveis de literacia portugueses,
a preocupação com a iliteracia é, de facto,
uma realidade. As consequências desta situação
constituem factores de risco consideráveis para o desenvolvimento
de percursos de vida menos favoráveis.
A resposta à questão dos processos cognitivos necessários
para que um indivíduo adquira e desenvolva as competências básicas
da língua materna (oralidade, leitura e escrita) tem sido pesquisada por
especialistas de variados ramos do saber. Neste estudo, é apresentada
a importância que a leitura tem a nível cognitivo, indicando quais
os principais processos cognitivos implicados e modelos de aquisição
e desenvolvimento da capacidade leitora.
Julgamos ser necessário e urgente que a língua materna seja olhada
como uma competência básica a que todos os cidadãos têm
direito e que a escola é obrigada a facultar. Se a escola apresenta dificuldades
na concretização desta tarefa será imprescindível
que se apresentem propostas de programas de promoção da leitura,
de modo a auxiliar os professores e os alunos a ultrapassarem as dificuldades
em ensinar e aprender a ler, respectivamente.
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