
|
| Prazer versus disciplina na educação:
um estudo exploratório das divergências e das convergências |
Osvaldo
Dalberio
Doutorando do programa de pós-graduação em Serviço
Social, Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo,
Brasil
Mário José Filho
Orientador, docente e coordenador do programa de pós-graduação
em Serviço Social, Universidade Estadual Paulista (UNESP),
São Paulo, Brasil |
Resumen
Neste texto foram trabalhadas as idéias pedagógicas
de Émile Chartier e de Rubem Alves, destacando suas abordagens
sobre o prazer no processo ensino-aprendizagem. Assim, o básico
dos raciocínios destes autores é que a compreensão
da realidade está substancialmente ligada à cosmovisão
do professor e do aluno no ensino-aprendizagem. O aluno é parte
fundamental do processo educacional porque é conduzido ao mundo
adulto pelo professor. O professor deve viver o aprendizado com o
aluno, através da criatividade e do desejo. Também deve
colocar nas mãos do aluno a dificuldade para ser superada.
Para Alain, o ensino deve ser feito através da seriedade do
cálculo, da seriedade do raciocínio e da seriedade da
própria escola. A dificuldade em aprender deve ser mostrada
pelo professor ao aluno. O aluno assume a sua própria identidade
humana pelo prazer, superando as dificuldades no processo de aprendizado.
Para Rubem Alves o prazer deve ser vivenciado em todo o processo e
não pela superação das dificuldades. Quanto ao
processo de vivência do prazer, temos dois enfoques: um trata
do prazer ideal, e o outro, do prazer real. O aluno, experienciado
o prazer impulsionado pelo desejo, no processo educacional, apreende
o sentido real do prazer e o sentido da realidade que gera tal prazer.
Enfim, o papel do professor é o de mostrar ao aluno a possibilidade
da vivência do prazer no conhecimento conquistado. Rubem Alves
sustenta a tese do prazer na educação como sendo um
acontencimento intrínseco e necessário a formação
da personalidade do aluno. Graças ao prazer vivenciado na aprendizagem,
o aluno pode expressar criativamente sua cosmovisão, através
da linguagem. A racionalidade humana, desenvolvida através
da língua mãe, expressa, por assim dizer, a personalidade
do aluno e do professor. |
| Palabras
clave: ensino-aprendizagem; Émile Chartier; Rubem
Alves; métodos de aprendizagem. |
Número
39/7
10 - 09 - 06 |
|
|